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NEWS2020
  AD&C Número 1 / janeiro - abril 2018
NEWS PT2020
Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, faz um balanço do Portugal 2020 e levanta o véu sobre a preparação do Portugal 2030

Que balanço faz do Portugal 2020?

(cont.) entre os países com pacotes financeiros superiores a 5 mil milhões de euros.

O balanço é, portanto, extremamente positivo, pois os apoios que estão a chegar à economia estão a dinamizar a atividade económica e o emprego, e a contribuir para melhorar as condições estruturais de competitividade da economia.

 

Em que consiste a reprogramação que foi anunciada para o Portugal 2020?

A reprogramação que temos vindo a preparar está alicerçada numa avaliação profunda da execução do Portugal 2020, do ponto de vista qualitativo e quantitativo. Analisámos os montantes utilizados e os que se encontram disponíveis, e quais os investimentos que mais têm contribuído, ou que poderão vir a contribuir, para o reforço da competitividade e inovação da economia, para a qualificação das pessoas, a criação de emprego, e a coesão territorial.

Essa avaliação permitiu-nos preparar uma reprogramação que permitirá reforçar o alinhamento estratégico do Portugal 2020 com o Programa Nacional de Reformas, que estabelece a estratégia de médio prazo para o desenvolvimento do país, o que será feito, designadamente, através da utilização de fontes de financiamento complementares, nacionais e europeias, e da concentração dos apoios para uma maior eficácia e seletividade das políticas públicas.

 

 

A reprogramação envolverá o desvio de dotações das regiões menos desenvolvidas para as mais desenvolvidas?

Quero ser absolutamente claro em relação a isso, pois tem havido alguma desinformação em torno desse tema: não, não haverá desvio de fundos das regiões menos desenvolvidas para as mais desenvolvidas.

O que haverá é a utilização de outras fontes de financiamento e a realocação de verbas que não estão a ser utilizadas.

Dou-lhe dois exemplos: estavam previstos 160 milhões de euros para a eficiência energética do edificado, mas lançámos o Programa Casa Eficiente, em que negociámos 200 milhões de euros de financiamento do Banco Europeu de Investimento, pelo que os 160 milhões ficam disponíveis para outras prioridades. Segundo exemplo: estavam também previstos 120 milhões de euros para a instalação de contadores inteligentes, mas o que se verifica é que as próprias empresas de distribuição de energia estão a substituir os contadores antigos por esses contadores inteligentes. Faz sentido alocar os recursos do Portugal 2020 a uma operação que o próprio mercado está a realizar sem a necessidade de apoios públicos? Na nossa opinião, não faz.

Com a reprogramação poderemos redirecionar esses recursos, alocando-os a prioridades de investimento mais importantes para o desenvolvimento do país.

 

O que se perspetiva para o Portugal 2030?

A discussão do próximo Quadro Financeiro Plurianual é realizada num contexto internacional particularmente delicado. Questões como o Brexit, os novos desafios da União e o aumento dos recursos próprios irão marcar o debate europeu nos próximos tempos e Portugal deve ter uma voz ativa na defesa da construção europeia e na importância de a reforçar.

É neste contexto que será também realizada a discussão sobre o próximo período de programação de fundos europeus, a que demos o nome de Portugal 2030, que estamos a preparar.

Neste sentido, iniciámos a reflexão acerca do Portugal 2030, juntamente com a Agência para o Desenvolvimento e Coesão, com a discussão das prioridades para o país. Entendemos que devemos discutir primeiro os objetivos estratégicos, e só depois os instrumentos e os modelos de governação.

Assim, auscultámos os parceiros sociais e os mais representativos agentes económicos e sociais, de modo a obter uma ampla variedade de contributos e construir um vasto consenso nacional. Iniciámos, também, a discussão desses objetivos com todos os partidos com representação parlamentar, com o espírito de abertura que torna possível alcançar o mais alargado consenso político.

A existência de um forte consenso permitirá reforçar a posição portuguesa nas difíceis negociações que se avizinham, que serão determinantes para prosseguirmos, ao longo da próxima década, o trajeto de convergência que agora estamos a concretizar.

 
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