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Número 1 / janeiro - abril 2018 |
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Riopele – Economia circular no têxtil português
Tendo em conta o potencial de valorização dos subprodutos resultantes do processamento têxtil e a extração de ingredientes funcionais de resíduos agroalimentares, ricos em proteínas e polissacarídeos, a Riopele vai criar tecidos com propriedades de neutralização de odores, antimicrobiana, prebiótica, antioxidante, entre outras, resultantes do aproveitamento destes subprodutos.
Incorporando práticas sustentáveis a todos os níveis do negócio, a empresa pretende apostar numa estratégia de inovação e investigação que conduz a políticas sustentáveis, ao nível ambiental e económico, assente na valorização dos resíduos têxteis e de subprodutos de indústrias agroalimentares, geograficamente próximas.
Para isso, o novo conceito de economia circular traz contributos valiosos, na medida em que é renovadora e regenerativa por definição, tendo em conta o potencial de revalorização ao longo de toda a cadeia de valor e mesmo entre cadeias de valor.
A implementação deste projeto vai permitir:
A economia circular vai para além da prevenção e redução da geração de resíduos, procurando também inspirar a inovação tecnológica, organizacional e social em toda a cadeia de valor no sentido de eliminar a potencial formação de resíduos desde o início, na fase de projeto e design dos produtos, em vez de contar apenas com a reciclagem no fim da cadeia de valor.
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Quer no caso dos resíduos têxteis quer no dos resíduos agroalimentares, existem desafios na investigação, ao nível do processamento e da sua aplicabilidade na produção de novas estruturas têxteis.
Para isso, a Riopele estabeleceu parcerias com centros de investigação, universidades e outras organizações do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN), aliando a experiência do negócio ao conhecimento científico, académico e inovador. Potenciar a criação de vantagens competitivas é o objetivo.
Os produtos sustentáveis, com materiais 100% reciclados, afirmam-se como um segmento cada vez mais importante para o desenvolvimento do negócio da Riopele. Este segmento representa já 2% do volume de vendas, com reflexo na evolução positiva do preço médio unitário e das margens, e reforça a imagem inovadora da empresa e dos seus produtos/tecidos.
Este é um dos projetos de sucesso do Portugal 2020, dinamizado pela indústria em sinergia com centros de I&D e ensino superior, no âmbito de um conceito de gestão tão atual como o da economia circular, aplicado ao seu negócio por uma empresa familiar, centenária, de um dos setores mais tradicionais da economia portuguesa.
A Riopele prova, assim, que tradição e inovação podem ser elementos chave do sucesso.
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