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NEWS2020
  AD&C Número 4 / janeiro a abril de 2019
NEWS PT2020
O sabor de antigamente e o futuro da agricultura juntam-se numa box à porta do supermercado!

O centro de Investigação & Desenvolvimento da Jungle Concept ocupa 450 m2 de uma antiga instalação industrial de Marvila, em Lisboa. 


É lá que se estabelecem as condições ideais para replicar o habitat perfeito para todas as espécies cultivadas na Jungle.

 

Esta tarefa, acompanhada por uma equipa de engenheiros agrónomos e engenheiros de software, requer o controlo de centenas de variáveis em tempo real, que permitem monitorizar a temperatura, humidade, injeção de CO2 e fluxo de ar, para que se possa avaliar detalhadamente o comportamento de cada planta e, assim, alcançar uma concentração perfeita de sabores, com todos os nutrientes que apenas a natureza, em condições perfeitas, pode oferecer.

 

As vantagens diferenciadoras deste método são:

  • Produção contínua (365 dias);
  • Poupança de água (>90%);
  • Previsibilidade de fornecimento;
  • Sem desperdício;
  • Sem volatilidade de preço.

 

Reforçadas por um forte conjunto de valores:

  • 0 km de transporte;
  • Produtos frescos mais tempo;
  • 100% vivos;
  • Livre de pesticidas;
  • Cheios de sabor.

 

As espécies cultivadas dividem-se em:

  • Folhas verdes (salada verde, salada Vermelha, rúcula, espinafres e couve);
  • Ervas aromáticas (salsa, manjericão, manjericão tailandês, manjericão vermelho, hortelã, coentros);
  • Micro verdes (mostarda, beterraba, amaranto, rabanete, agrião).
     

    Da alta finança em França e do calçado na China para a agricultura vertical em Portugal.

     

    Gilles Dreyfus trabalhou na alta finança durante dez anos e numa manhã, em 2015, leu um artigo no Financial Times sobre a crise alimentar. No final vinha uma breve referência à agricultura vertical e de como poderia ser a solução para este problema global, e pensou “É isto que quero fazer”! 

    Nas suas pesquisas encontrou o professor Dickson Despommier, da Columbia University que escrevia sobre o assunto. Enviou-lhe um e-mail a dizer que ia a Nova Iorque (era mentira, não tinha viagens marcadas). Para sua surpresa, a resposta veio na mesma hora. E Gilles foi a Nova Iorque.

    E a seguir a Las Vegas, à primeira grande conferência mundial sobre o futuro da agricultura, onde ouviu o CEO da Priva, líder mundial em soluções de alta tecnologia na área do controle climático, economia de energia e reutilização ótima da água. 

    Quando regressou a Paris despediu-se e dedicou-se 100% a este novo desafio. Viajou pelo mundo a tentar perceber o que já existia nesta área, com paragens importantes no Japão, onde surgiu a ideia (unidades de produção instaladas dentro das lojas), no Texas, onde cresceu o lado tecnológico do projeto, e Nova Iorque, onde conheceu o sócio. 

     

    Nicolas Seguy tinha sido empresário a vida toda. Em 2001, comprou a licença da marca chinesa de sapatos mais antiga do mundo - Feiyue (os monges de Shaolin e o Mao Tsé-Tung usaram sapatos dessa marca). Fez o rebranding e teve muito sucesso! Em 2014 compraram-lhe a empresa.

    Também Nicolas foi supreendido por um artigo jornalístico. Estava a pescar no rio Volga, na Rússia, quando recebeu uma notificação de um artigo sobre agricultura vertical - “Uau! O que é isto?!?!”. Investigou e cresceu-lhe a vontade de desenvolver um projeto nesta área.

     

    Depois de conhecer Gilles e de trocarem ideias, perceberam que tinham as mesmas ambições e valores e que o melhor seria juntarem forças e partilhar informação para criarem um projeto comum.

    Gilles estava a viver em Paris e Nicolas em Lisboa. Apresentaram a ideia a dois investidores franceses e Nicolas submeteu uma candidatura ao Portugal 2020. Uma semana após os investidores franceses terem aceitado financiar o projeto, a equipa do Programa Operacional Lisboa 2020 contactou-os a dizerem-lhes que o projeto tinha sido aceite e que iam receber financiamento - 165.122,00 euros, no âmbito do objetivo “Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação - Inovação Empresarial (Produtiva)”. E o projeto acabou por se desenvolver em Portugal. 

    Uma surpresa muito agradável para Gilles e Nicolas foi quando se aperceberam do talento natural que os portugueses têm para a agricultura e com a grande quantidade e qualidade de pessoas formadas na área. Precisavam desses talentos e encontraram-nos em Portugal.

     

    Depois do desenvolvimento da 1.ª fase do projeto, e de muitos testes, pode visitar a "Jungle Box" à entrada do Jumbo de Sintra, espreitar e assitir ao crescimento de diversas espécies - as "Jungles Greens". Agora pode usufruir do máximo sabor à porta do supermercado por não mais do que dois euros. 

     

    O objetivo inicial da Jungle Concept era o de lançar uma gama de produtos e serviços de agricultura vertical, através da comercialização de boxes de cultivo e respetivos serviços. O elevado grau de novidade desta tecnologia levou à redefinição do projeto ao longo do tempo, evoluindo para o conceito “Construção de Agricultura Integrada”. Com esta orientação, a Jungle Concept passou a oferecer soluções “chave na mão” de agricultura vertical, disponibilizando soluções modelares para espaços e estruturas existentes, adaptando as soluções técnicas aos requisitos das mesmas.

     

    Para saber mais, visite a Jungle e leia a entrevista completa no Observador

     
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