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NEWS2020
  AD&C Número 7 / janeiro a abril de 2020
NEWS PT2020
Cientistas portugueses unem-se para produzirem kits de diagnóstico ao novo coronavírus

Tudo começou no dia 11 de março, quando Vasco M. Barreto, do Centro de Estudos de Doenças Crónicas (Cedoc), da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, pôs à discussão, entre colegas, a ideia de os cientistas ajudarem o país com os testes.

 

Em declarações ao jornal do Público disse “Sugeri que existe uma enorme capacidade instalada nas várias unidades de investigação — em recursos humanos e máquinas — para realizarmos os testes”. “Rapidamente a conversa se alargou e a ideia começou a ganhar a forma certa. Começou um frenesim de mensagens, videoconferências, telefonemas, constantemente pontuados por partilhas de links para os novos estudos sobre a covid-19.”

 

Tudo somado, há, para já, mais de uma dezena de instituições científicas empenhadas neste esforço. “Estamos a organizar uma lista de cientistas voluntários de qualquer parte do país que poderão ser mobilizados para as tarefas, inclusive noutros institutos que não aqueles a que pertencem”, resume Vasco Barreto.

 

Ao kit do Instituto de Medicina Molecular, juntam-se vários outros desenvolvidos noutras unidades científicas nacionais, como o da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e o do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho.

 

Os ciclos comunitários de apoio em Portugal têm vindo a dar uma preponderância cada vez maior ao investimento na investigação e inovação.

 

Nos dados relativos a 31 de dezembro de 2019, o Portugal 2020 já tinha apoiado 3.763 projetos de I&D e transferência de conhecimento, mais de 4.477 bolseiros em ações de formação avançada e 811 empresas em cooperação com instituições de investigação.

 

 

No IMM - Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, a sua diretora, Maria Manuel Mota, cedo percebeu que os testes de diagnóstico do novo coronavírus vindos do estrangeiro acabariam por se esgotar em Portugal. “Começámos a pensar: como cientistas, como é
que podemos ajudar? Podemos usar kits e reagentes que temos em Portugal e que não vão esgotar-se com facilidade” e seguir a “receita” da Organização Mundial da Saúde, revela ao jornal Público.

 

No dia 12 de Março perguntou a Vanessa Zuzarte Luís, investigadora do IMM, se gostaria de liderar um grupo de trabalho: “No dia seguinte, deitou mãos à obra, fez o planeamento e começou a recrutar voluntários. Temos 37 a trabalhar diariamente.” 
 

Não foi necessário criar um laboratório novo. A tecnologia usada é a mesma aplicada no IMM na investigação do parasita da malária. E os reagentes já
são produzidos cá para essa tecnologia.

 

A tecnologia do kit tem duas fases, permitindo quer extrair o material genético como detetá-lo.

 

O kit já foi acreditado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa), o laboratório de referência em Portugal para a realização dos testes, e começou a produzir 300 testes por dia, prevendo chegar aos mil. 

 
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