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NEWS2020
  AD&C Número 8 / maio a agosto de 2020
NEWS PT2020
A próxima revolução industrial está a caminho!

Uma máquina capaz de produzir objetos tridimensionais sólidos, desenhados em software 3D, através de um processo aditivo, em que a matéria-prima é aplicada, camada a camada, até se formar o objeto tridimensional. Esta é uma definição simples de uma impressora 3D. 

 

Mas o que ainda não foi conseguido até agora foi a impressão de objetos em metal duro utilizando uma impressora de filamento. O que se perspetiva é uma verdadeira revolução industrial a vários níveis.

 

É a isso que se propõe o projeto 3D.Carbide - desenvolver a primeira impressora 3D de filamento para metal duro, comparando-a com uma metodologia alternativa, o robocasting.

 

Conforme explica o Professor Martinho Oliveira, da Escola Superior de Aveiro Norte (ESAN), “Portugal tem uma componente muito relevante da sua produção industrial baseada em processos subtrativos (remoção de material). A manufatura aditiva pode levar a uma mudança de paradigma – diminuindo o uso de técnicas subtrativas em benefício de técnicas aditivas. Torna-se, assim, imperativo participar nesta revolução industrial disruptiva que está a acontecer. E o 3D.Carbide é o projeto que visa incorporar técnicas de manufatura aditiva nos processos industriais.”

 

Aurora Baptista, CEO da BeeVeryCreative, acrescenta: “a manufatura aditiva é a metodologia de fabrico que corta quase totalmente com os desperdícios e permite facilmente a produção de formas complexas e customizadas num curto espaço de tempo e com menor intervenção de tarefas de montagem”.

 

Foi neste contexto que a Durit, entidade promotora deste projeto, lançou o desafio e convidou a ESAN da Universidade de Aveiro a desenvolver o robocasting, o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV), a testar a impressão de filamento e a BeeVeryCreative a desenvolver a impressora 3D de metal duro.

 

Para Fábio Rodrigues, responsável pelo projeto na Durit, “tendo em conta a aposta da empresa na aquisição de competências técnicas e científicas na área do processamento de metal duro, o desafio das tecnologias disruptivas como a manufatura aditiva, não poderia ser colocado de parte.”

 

De acordo com Hélio Jorge, coordenador técnico de projetos de I&D do CTCV, “a fabricação aditiva de metal duro é inovadora em termos globais e pode vir a ser uma realidade no curto/médio prazo. Neste projeto encontram-se as sinergias ideais para a Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, abarcando toda a cadeia - desde a conceção e desenvolvimento de tecnologia até à sua utilização na manufatura de produtos de alto valor acrescentado. O trabalho multidisciplinar entre as várias entidades tem sido fundamental para enfrentar os desafios técnicos e avançar na industrialização e colocação no mercado, bem como para o reconhecimento científico dos trabalhos.”

 

A importância dos apoios do Portugal 2020

Para Fábio Rodrigues, "estes projetos de criação de conhecimento e de tecnologias emergentes não seriam possíveis sem os incentivos à investigação e desenvolvimento, que permitem a alocação dos recursos humanos e materiais necessários à sua execução."


Também Aurora Baptista sublinha que “os fundos disponibilizados pelos diversos programas do Portugal 2020 são uma alavanca fundamental para que a inovação disruptiva seja possível, bem como para promover consórcios entre entidades, formando redes de conhecimento muito valiosas”. 

 
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