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  AD&C janeiro a abril de 2021
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Aldeias Históricas de Portugal (AHP) é uma Associação de Desenvolvimento Turístico, de direito privado e sem fins lucrativos, criada em 2007, com o objetivo de promover o desenvolvimento turístico da Rede AHP, com 12 aldeias do interior Centro de Portugal.

 

São elas: Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. Saiba mais aqui e não deixe de as visitar!

 

Conversámos com Dalila Dias, que nos fala do percurso que as AHP têm vindo a fazer com os apoios dos fundos da União Europeia.

 

Qual foi o objetivo quando recorreram ao apoio do Portugal 2020?
Embora atualmente as AHP sejam assumidamente um destino turístico reputado, havia o desígnio de evoluir para um destino turístico sustentável. Para isso, protagonizámos uma Estratégia de Eficiência Coletiva para os 12 aglomerados, assente nas premissas do crescimento verde, inclusivo e inteligente, e ancorados nos princípios da sustentabilidade e inovação. Foi com este propósito, e com os apoios do Centro 2020, que foi possível materializar a visão do reconhecimento como um destino turístico de excelência, sustentado por recursos inimitáveis, com capacidade para potenciar o desenvolvimento local integrado, diferenciando-se como innovation leader no âmbito dos territórios de baixa densidade. 

 

Em que medida foi importante o apoio obtido?
Sendo uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, a operar em territórios de baixa densidade, os objetivos e metas definidos não teriam sido atingidos, com a densidade e o profissionalismo necessário, não fossem os apoios do Portugal 2020. 
Revelou-se de grande pertinência a existência de uma estrutura técnica de proximidade e a capacidade de se realizarem ações estruturantes em rede, de forma concertada, tendo presente uma estratégia territorial específica, centrada no património, e da qual deriva um conjunto de eixos de especialização inteligente que vão desde o turismo ao setor da construção e tecnologia.

 

Que resultados atingiram com os apoios concedidos?
Dentro deste quadro estratégico resultou a definição concetual de “Aldeia Histórica de Portugal” e a identificação do “Referencial AHP”, surgindo daqui propostas de mecanismos e critérios para a sua proteção e valorização, mas também a identificação de áreas que possam estimular o empreendedorismo de base local nestes territórios. Do primeiro contexto estão em curso processos de classificação/reclassificação dos aglomerados para Conjunto Monumento Nacional, seguindo-se, o escalar da classificação para Património da Humanidade. Em 2018, as AHP mereceram o galardão de destino turístico sustentável com o selo BIOSPHERE DESTINATION, o primeiro em Portugal, e o primeiro em Rede a nível mundial, em 2019, a Grande Rota 22 – Aldeias Históricas de Portugal obteve o selo Leading Quality Trails – Best of Europe, sendo ainda hoje a maior rota com esta classificação europeia.
Ao nível da capacitação, temos vindo a trabalhar com o setor privado, por via de programas de formação-ação, bem como no âmbito da cultura de trabalho em rede e na estimulação de sentimentos de pertença. 
A par desta abordagem de proximidade, abriu-se também um caminho de recolha de saber-fazer que têm marcado o surgimento de novos empreendedores, mas também a preservação da memória coletiva, que vai desde a gastronomia às lendas que ainda subsistem no imaginário das comunidades. Como evidência, surgiu o Ciclo de Eventos 12 em Rede, uma iniciativa agregadora de uma programação cultural comunitária e profissional, marcando vincadamente o benefício de um trabalho intergeracional. Outro exemplo é o projeto “Receitas que Contam Histórias”, sob o conceito “farm to fork”, que tem vindo a contribuir para um notável incremento das sinergias desta fileira, ativadas pelo fio condutor da marca territorial Aldeias Históricas de Portugal. 

Importa também destacar o efeito multiplicador do investimento público no investimento privado que, no triénio 2016-2018, atingiu um valor alvo de 3,4€, superando o objetivo estabelecido, e a criação de 97 postos de trabalho. Implementámos ainda um sistema de monitorização/avaliação, assente num quadro de indicadores dos territórios de baixa densidade, que nos vai permitir analisar o grau de adequação da estratégia prosseguida. Por fim, o apoio do Portugal 2020 permitiu consolidar o posicionamento da marca e incrementar a sua reputação.

 

Que conselhos deixariam a quem pretende candidatar projetos a apoios do Portugal 2020?
Importa desde logo procurar saber se o projeto é viável no contexto onde se insere. Utilizar práticas de benchmarking. Não descurar o ambiente que o rodeia, privilegiando um bom relacionamento com os stakeholders. Perceber qual o contributo que o projeto pode dar para o desenvolvimento sustentável. Estabelecer parcerias que promovam complementaridades e escala. Desenvolver uma estratégia de médio e longo prazo, não esquecendo a associação de um quadro de desempenho. Por último, frisar que os apoios europeus têm por objetivo melhorar significativamente a competitividade e o crescimento e, por conseguinte, o bem-estar social, pelo que importa assegurar que o projeto contribui para o cumprimento destas metas.

 
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