AD&C participou em debate sobre Fundos Europeus e Internacionalização

Nov 25, 2025 | AD&C, Notícias

A 4ª edição das Conferências de Outono aconteceu em Anadia, distrito de Aveiro, no dia 21 de novembro, com a coordenação de Miguel Frasquilho e Luís Mira Amaral, presidente do Conselho Estratégico da FNWAY e membro do Conselho Estratégico da FNWAY.

AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, esteve representada pelo seu Vice-presidenteDuarte Rodrigues, que abordou a visão institucional e técnica de quem acompanha de perto a política regional europeia, a avaliação dos programas e a cooperação territorial.

A edição deste ano teve lugar no Auditório do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e abriu com uma pergunta fundamental: Porque continua Portugal, apesar de progressos relevantes, a ficar aquém de economias comparáveis em matéria de internacionalização?

No painel da manhã, Internacionalização da Economia Portuguesa, estiveram Carla Leal, vogal da Comissão Diretiva do Programa COMPETE 2030, e os economistas João Neves e Miguel Frasquilho, para debater as razões pelas quais Portugal, apesar dos progressos nos últimos anos, continua a comparar desfavoravelmente indicadores de internacionalização como as Exportações de Bens e Serviços e a Atração de Investimento Direto Estrangeiro quer em termos europeus como um todo, quer com países de dimensão territorial e ou de população relativamente parecidas com as nossas.

Os intervenientes discutiram o peso da política económica neste processo, propondo caminhos para acelerar a integração internacional  da economia portuguesa. A presença de João Rui Ferreira, Secretário de Estado da Economia, colocou em articulação a visão governamental com a análise técnica dos economistas.

O FUTURO DOS FUNDOS EUROPEUS

A tarde foi dedicada a um tema igualmente basilar: O Futuro dos Fundos Estruturais Europeus.

A sessão, moderada por Luís Mira Amaral, tornou-se uma discussão densa num momento de grande sensibilidade para o financiamento público e para o próximo ciclo orçamental europeu.

Portugal é, atualmente, o Estado-Membro mais dependente destes fundos para o investimento público, uma realidade que tem impacto direto na capacidade do país concretizar políticas de longo prazo.

Na base deste painel está a leitura proposta por Luís Mira Amaral sobre as previsões inscritas na proposta de Orçamento do Estado para 2026.

O debate contou com três perspetivas distintas: Duarte Rodrigues, Vice-presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, trouxe a visão institucional e técnica de quem acompanha de perto a política regional europeia, a avaliação dos programas e a cooperação territorial.

José Eduardo Carvalho, presidente da Associação Industrial Portuguesa Câmara de Comércio e Indústria, fez a leitura das empresas e associações empresariais portuguesas, com base na experiência acumulada na utilização dos fundos estruturais e nas expectativas do tecido produtivo.

Por fim, João Mendes Borga, consultor da FNWAY Consulting ex-Membro da Comissão Diretiva do COMPETE, partilhou a visão operacional de quem trabalha diariamente com empresas, associações e municípios na preparação e acompanhamento de candidaturas a fundos europeus.

O painel ensaiou ainda cenários sobre o futuro destes instrumentos num contexto europeu marcado pela possível entrada de novos Estados Membros, incluindo a Ucrânia, e pela proposta de remodelação orçamental apresentada pela Comissão Europeia.

A questão que se coloca é tanto nacional como europeia: como assegurar que os fundos continuam a cumprir a sua função de convergência, num momento em que mais países disputarão recursos que já hoje revelam pressão crescente?

ASSISTA AQUI à 4.ª edição das Conferências de Outono!

Crédito foto: Ricardo Almeida – Jornal de Negócios

Fonte: Negócios/ADC-NCE