«Portugal continuará a ser um beneficiário líquido da União Europeia», Cláudia Joaquim em entrevista à OCC

Mar 11, 2026 | AD&C, Notícias

A Presidente da AD&C, Cláudia Joaquim, deu uma ENTREVISTA à OCC – Ordem dos Contabilistas Certificados, onde falou sobre a execução do Portugal 2030 e o papel da AD&C na coordenação e gestão de fundos europeus no nosso país.

Com os futuros programas comunitários em fase de negociação, a expetativa é «que possa haver uma redução de fundos, mas não de forma muito significativa.»

Cláudia Joaquim não antecipa que o nosso país faça a transição para contribuinte líquido da União Europeia de forma abrupta, já que “A expetativa é que possa haver uma redução de fundos, mas não de forma muito significativa” na “negociação do próximo período de programação que está já a decorrer, na Comissão e no Parlamento”.

“Portugal continuará a ser um beneficiário líquido e não um contribuinte líquido. Mas é previsível que o próximo modelo de fundos traga algumas diferenças, como a junção da dotação dos fundos de coesão com a agricultura num único pacote, e que sejam os Estados-membros a fazer essa divisão, respeitando determinadas regras e condições de locações mínimas, em situações particulares”.

No entanto, não podemos “negar que certas áreas do país têm alguma dependência face aos fundos europeus e isso será um desafio que o país terá de enfrentar, a prazo. Será, certamente, uma questão que terá de estar em cima da mesa dos próximos governos”

Falou ainda sobre as duas Mostras de Fundos Europeus, organizadas pela AD&C, em Coimbra e no Porto, como forma de exibir os projetos e investimentos, bem como esclarecer dúvidas e erros na submissão de candidaturas.

“Procuramos dar visibilidade e premiar o mérito, de modo a estimular mais e melhores projetos. É da exibição dos bons exemplos, mostrando o que se faz de melhor, que percebemos que vão surgindo novas candidaturas. A Mostra de Fundos Europeus terá nova edição, em princípio em novembro, em Lisboa.”

Sobre os contabilistas certificados, Cláudia Joaquim afirma que «constituem uma classe essencial, quer ao nível da promoção da execução dos fundos, quer também na correta execução do que é a chamada despesa boa.»

Leia aqui a ENTREVISTA integral:

 

Crédito Fotos: @Raquel Wise

 

Fonte: Nuno Silva-OCC